
O desempenho eleitoral dos partidos em Minas Gerais nas eleições de 2020 seguiu a tendência nacional de afirmação da ultradireita e declínio do campo popular, iniciada em 2016 na conjuntura do impeachment da Presidente Dilma. Este cenário combinou a ascensão de partidos integrantes com o Centrão e a corrente bolsonarista com o esvaziamento de partidos de centro, juntamente com a perda de espaço do Partido dos Trabalhadores-PT.
No caso do PT, o partido que conquistou 40 prefeituras em 2016, passou a administrar 28 municípios ou 30% a menos. No resultado de 2020, destacaram-se as conquistas das cidade-polo de Contagem (Marília Campos), Juiz de Fora (Margarida Salomão) e Teófilo Otoni (Daniel Sucupira).
Entretanto, o PT não foi o partido que, proporcionalmente, mais administrações municipais perdeu em 2020. Em 2016, o MDB administrava 162 prefeituras. Passou a administrar 99, uma perda de 72 cidades, menor cerca de 45% do que o ativo político conquistado no pleito anterior. O PSDB, por sua vez, elegeu menos 44 prefeitos em 2020, ou seja, 33% a menos do que em 2016.
Outros partidos como PR e PHS contabilizaram perdas. Elas, entretanto, são devidas à fusão porque passaram.